Keblinger

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Fora da Asa



"Fora da asa há os pés, as garras, os olhos... 
Fora da asa há o infinito plano, outro olhar... 
Fora da asa há caminho e desejos altos de sonhar..." 

(((Carolina Salcides)))

✧pés no chão e olhos aos céus ✦ 

Os Elos Fortes...



"E a vida, aos poucos, vai nos direcionando para o nosso melhor; 
tira e coloca pessoas na nossa trajetória que farão toda a diferença... 
Uns nos farão crescer, 
darão a mão (e o coração junto) enquanto outros, 
somente nos enraízam, atrasam a evolução... 
O discernimento só chega quando estamos dispostos a mudar, 
quando o AMOR chega, 
quando as coisas de sempre já não vibram mais... 
Uma hora faz o "plim". 
E muda tudo. 
E é sutil, assim mesmo. 
A gente cresce. 
E o que não está mais ali, não é mais para estar. 
Sem sofrimentos; quem de fato quer nosso bem estará ao lado nos passos mais importantes. 
O resto, é pequeno e transitório... 
Os elos mais fortes são os mais próximos." 

(((Carolina Salcides)))

Fantasia


Aqui o sol é mais bonito
Eu posso ser eu
Aqui os sonhos são possíveis
Aqui o amor é infinito.
Me deixa acreditar que é possível
Fazer um mundinho dentro desse mundão
Ter asas e cabelos ao vento
Ir e vir sem julgamento.
Coisa que não existe é coisa que não se sente
Eu vejo com o coração e nele cabe tudo
O que eu sinto é real
Minha imaginação é criadora.
Ela me deixa seguir no cinza, enxergando um arco-íris no chão...

Carolina Salcides

Tênue


O fio da minha vida não são elos de corrente
(como os que te prendem).
Os teus pés estão presos ao chão
Teus olhos não vêem  outra direção
Palavras de alma e sutilezas e caminhos (que só eu enxergo)
não tocarão teu coração, não fazem sentido.
Não posso te dar - mais - a mão...
estou ficando presa, também.
Estou frágil e forte.
Ficam as lembranças...
E o que se aproxima agora é a vida ... que só eu sinto.
O que me prende é só um fio.

Carolina Salcides

Destino


Não, ninguém me prende mais
Não, não vou voltar atrás
Vou seguir minha fé
Ninguém poderá me negar

A minha vida é um sonho
Não tenho os pés no chão
Não sei se isso é bom ou mal
Só sei que quero rir e voar

Não, não me faça implorar
Eu  já fiz tudo que tinha que fazer
Não ria de mim, não tenha pena, não chore
Eu vou ser feliz, meu amor, só me deixe ir

Não importa as tentativas do passado
Guardo todas lembranças no coração
Não, não vou deixar o vento soprar longe dos meus cabelos
Vou andar de balanço ouvindo essa canção

A minha vida está em branco, uma tela a pintar
Vou começar do zero, tenho tantas letras e cores
Não, não vou deixar isso passar
Meu carma é buscar e buscar

A minha vida é um suvenir, um presente meu amor
Eu fui dar um passeio, não me chame por favor
Varra meus temores, guarde tudo aí, segure as pontas
Eu voltarei sorindo, todos os dias, quando entrar por esta porta.

Carolina Salcides

Simples Assim

Gosto da minha casa.
Gosto das minhas flores: flores lilás, lavandas, hortências e tulipas rosas.
Gosto da cor branca (em tudo agora)...de sentir a paz, o silêncio e o perfume de alecrim.
Gosto de pisar no tapete de pele, sentir o ar gelado entrando pela fresta, usar meias listradas.
Gosto de olhar pela janela as folhas dançando com o vento, a palmeira arranhando meu vidro....
Gosto de sentir o sol da manhã aquecendo meu corpo.... de sentir o cheio de café novo.
Gosto do silêncio da noite, da lua cheia gigante na sala.... da taça de vinho na mão.
Gosto de sentir o conforto, o calor, o amor, as mãos entrelaçadas....
Gosto de misturar temperos, ouvir música francesa.... usar kimono florido.
Gosto de ver como as plantas crescem quando se cuida.... e murcham de repente.
De como a chuva cai sem pedir licença. De como se forma um arco-íris na parede.
Gosto de ver como a vida pode ser simples e surpreendente.
De como a rotina pode ser a mesma e ser diferente.
Gosto de sentir que o amor cresce... gosto de ver quando o olho brilha.
Gosto de sentir a leveza, a liberdade.
Gosto de me sentir assim: em plena Felicidade!
Simples, assim.

(((Carolina Salcides)))

Vibração


Gosto de me perder, assim me reencontro
Gosto que o vento brinque com meus cabelos e meus pés me guiem por caminhos bonitos
Assim meu sorriso cresce e minha menina dança.
Gosto se sentir o sol aquecendo a pele e o amor me espiando
Assim minha alma agradece e 
conforta-se.......

Gosto de ver como as coisas são transitórias, mas são as mesmas
Os grãos de areia mudam com o vento, se reagrupam e ainda assim são dunas....
ou são o caminho, a margem ou o fundo do mar....
Há beleza na descontrução.....
Sou um grãozinho, uma gota.... sou o universo.
Pretensão?
Não. sensação....

Meu corpo sente o peso da caminhada, 
mas assim, só assim
Minha alma vibra o sentido de estar aqui.........
Fragmentada ou inteira.


Carolina Salcides

Terrena.

Estou tão certa, tão séria e capaz...
Estou ausente, presente, sem horas...
Estou fora do tempo, dos dias, dos outros
Estou dentro de mim.
Estou ocupada construindo minha felicidade.
A areia do tempo me invade...
Meus fiéis companheiros me seguem
E meus dias têm sido como um banho de sol.
Ser feliz e amada me consome toda.
Nunca estive tão inteira...
Terrena.

((( Carolina Salcides)))

Conclusão

Tudo já não foi dito?
Sentido?
Mostrado?
O que mais posso dizer?
Quanto mais posso me abrir se já estou às avessas?
Tudo bem não sou mais a mesma... depois te tantas viagens...
Mas vê a água: percorre paisagens, se funde e se separa
E continua sendo água.

Sou àgua.

(((Carolina Salcides)))


Tempo

Busco o estado em que minha alma resplandeça
Esta, goza somente em liberdade e plenitude
Vibra ao menor sopro que um vento teça
E inóspita fica quando se enche de inquietude...

De almas desérticas meus olhos desviam
Busco amores afins
Paisagens vivas, puras e solitárias
Vou no sentido contrário, na profundeza das coisas.

Estou encontrando-me. Vivendo para mim.
Tão bom voar, mas melhor ainda caminhar observando.
Estou egoísta...
As palavras são só minhas, e os dias e as noites...

Desconectei-me. Desprendi.
Andei por novos rumos, me despedi.

Desculpem a ausência, eu estava comigo...


Carolina Salcides

Bilhete do dia



Siga meus passos
Ande sem pressa
Aventure-se nessa estrada comigo...
Olhe para o céu sobre sua cabeça
Sinta o cheiro da vida
O pulsar forte do meu coração...
Só por hoje
Viva a sua sua vida, a nossa
Venha logo, siga meus rastros...
Esqueça o relógio, esqueça as pessoas
Deixe a rotina de lado...
Faremos o nosso dia, o nosso mundo
Nossos sonhos em 84 mil segundos.

Carolina Salcides

Expressão

um véu ao vento...

A arte é a expressão plástica do espírito
E o meu, livre, infinito e criativo manifesta-se com o ar
Como um grande véu nas mãos a dançar no vento
Muda suas formas, muda de direção sem hesitar.


É urgente, mas sabe esperar quando há calmaria
É fino, sutil, mas tecido por fibras fortes...
Não se aprisiona, dança a melodia dos ventos
Vaga pelo céu e chão...
Suja-se de lodo e é purificado pelas chuvas...
É pisado, acariciado...
Envolvente e aconchegante.


Meu espírito dança, voa, rodopia.
Cria e recria-se diariamente...
Cria laços, elos, nós.
Quanto mais forte mais brilha
Se tão só, desatina.


O só não é a falta de presença
Mas a presente falta de si mesmo.
E toda falta é sombria, seca, vazia.
A vida é a arte de estarmos cheios, de nós mesmos.


Estou me habitando.
Sou minha melhor inquilina...
E em mim, só entra quem eu deixar.
Teço a teia de minha própria vida; hoje, sem nós.


Minha expressão é a melhor
É moldada pelas estrelas, vento e chuva
É a expressão mais pura
Antiga e sagrada canção de adoração em coro
De muitas almas e vidas que, em equilíbrio,
Fazem de um pano velho, virar ouro.

Carolina Salcides

Doce Setembro



Eu juro me abrir em setembro...
Porque em setembro eu sempre estou pronta.
Não me esforço...
Abro-me, simplesmente.

Ando melhor por meus campos...
Em setembro eu me tenho.
E me tendo, sou toda tua.
Como as flores são da primavera.


Carolina Salcides
set.2008

Assim eu digo

Você colherá o que plantar.
Você receberá três vezes mais
Tudo o que aos outros fizer e desejar.
Você será julgada se julgar.
Se mentir, um dia vai desmoronar.
Se tentar ser o que não é, você não mais será;
Será a outra, a cópia e nada mais.
Você precisa se aceitar.
Encontre sua essência e passe a exalar
Inspire-se, mas não copie
Seja diferente. Estilos passam...
Vulgar atrai vulgar.
A essência fica, o verdadeiro fica.
As coisas sempre mudam de lugar.
Encante seu homem diariamente
Os defeitos, não aponte.
Mostra o que gosta;
Mostre onde...
Onde quer ser tocada.
Surpreenda! Seja ousada!
Dispa-se: de preconceitos de vergonhas
Mostre-se como a vida: nua e crua.
Mostre suas pérolas e suas feridas
Suas mulheres, fadas e bandidas.
Aceite sua mulher selvagem
Faça chás para curar a dor.
Saúde a lua...
Comungue com a natureza
Viva a celebrar.
Seja a senhora de suas ruas....
De seu destino.
E colha o que semear.

Carolina Salcides

Ao Vento

Deixe-se levar...

Abro minhas asas para embelezar
Não as preciso para voar.
Vou longe por mim mesma
Minha vontade me conduz...
Tiro minhas vestes e solto os cabelos
Deixo-me levar pelos ventos...
Não preciso de embalagem e máscaras
Não tenho vergonha de ser e querer.
Não preciso prender-me, conter-me...
Abro-me toda, dou-me por completa.


Assim eu sou...
Desde que do casulo saí
Nada mais me prende.
Aprendi a me soltar
Sem ter medo de cair...

Carolina Salcides

Portal 26

Desperte! Desperte! Ah, mais um ano de vida...
Quantos tantos ainda mais virão?
Será vida-vida ou vida-ilusão?
Que em momentos se concretiza
Em outros vira grão.

Digo que a vaidade está erigida sobre a areia e,
Em granito, toda a verdade.
Mas qual verdade?
Somos quem somos?
Ou quem querem que sejamos?

O que não é sagrado vai se dissolvendo
Ego, apego, carmas do passado.
O que é de alma vai fortalecendo
Vem batendo à sua porta
Invadindo teus sonhos,
Andando do teu lado...
Acorde! Acorde!

Ah, mais um ano de vida...
Um ano mais vivida
Um ano de feridas
Cicatrizes, salvação.
Ventania cármica
Luz, libertação.

Hei de viver o mais que puder
Viver para mim
Como eu souber.
Com minhas roupas, crenças, verdades
Do meu jeito até o fim.

Não hei de viver como nos é imposto.
Regras deles, modas deles, leis deles...
Marionetes, boiada!
Para o controle deles?
Piada! Piada!

Ah, mais um ano de vida...
E ainda há caminho a seguir...
Meu ano novo é em seis de setembro...
É meu fim e meu começo.
Meu um portal de ensinamentos...
Vinte e seis portais passei...
A cobrança aumenta meu amigo,
Pois quanto mais conheces, mais cobrado tu és.

Caminhe em direção à luz
Seja fiel à tua essência
Encontre-se. Celebre cada dia.
Desperte! Desperte!

Carolina Salcides

Secreto Olhar

Os olhos são a porta da alma...

Ah, um olhar...
Tantos mistérios, tanto a desvendar.
Há um segredo escondido
Por detrás de cada olhar.
Dentro da tua vontade adolescente
Da saudade insubstituível que sente
Em cada olhar teu há um brilho diferente.
Em cada fase e em cada face
Tantas mulheres e mil olhares...
Navegantes se perdem em teu mar
Atraídos simplesmente pelo brilho do olhar.
Menina, mulher, gueixa, megera
Tantas vezes bela, em tantas outras fera...
Dona dos olhos fulminantes
De um olhar perdido e distante...
Me chamou com o olhar, sem saber
Me hipnotizou sem querer?!
Ah, como saber se faz de propósito?
E qual o seu propósito?
Menina me conte:
Por detrás desses óculos o que você esconde?
Há dentro de mim um olhar sem segredo
Um olhar sem medo, um olhar de desejo...
Tentando esconder a vontade e o querer
De te desvendar...
De te ter
De te amar.

Carolina Salcides

De Mim

Deleite-se...

Divirta-se.
Despindo-me
De roupas
De palavras...

Deleite-se.
Descobrindo-me
Dos desejos
Do surpreendente...

Desatente-se.
Decifrando-me
Dos segredos
Das confissões...

Desperdice-se
Devorando-me.
De corpo
De espírito...

Duvide.
De mim
Das Deusas
Dos Demônios...

Desespere-se.
Deixando-me
De ti
Da vida.

Carolina Salcides

A Poesia

A poesia
Não está no papel
Está na vida
Vista e sentida
Por olhos sensíveis
E corpos que se permitem ir além.
Por almas que ousam
Interiores que gritam.
Ser poeta um dia é fácil
Difícil é sê-lo sempre.
Fácil é amar
Difícil é libertar a quem se ama
Libertar as palavras que inflamam.
Mas mais difícil não é libertar
Nem amar, criar, ousar.
Difícil é ser.
Um ser contido no mundo
E conter o mundo dentro de si.

Carolina Salcides

Vivências


Se fosse apenas uma borboleta
Marcada em meu corpo...
Acho que me sentiria nua.
Um corpo que de marcas
Tem um tanto.
Como pedras tem na rua.

Marcas de amor
Tatuadas em forma de flor.
Rugas de lágrimas que escorrem
Nos rostos que encolhem
Caminhos da dor.

Se fosse pouco o sol
Não seriam tantas pintas
Se o caminho não fosse reto
Eu não teria tantas curvas.

As marcas do corpo são vivências
As da alma experiências.
Todas marcas tem histórias
Toda história tem sua marca.

Carolina Salcides
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